por um afago e um vocativo assim, imperativo
e o silêncio entre nossos corpos
e o barulho surdo do seu quadril se aproximando
e seus olhos presos em mim
e eu disfarçando, quase bem
e sua mão tocando meu braço, afável
e eu sentindo aquilo e gelando
e tentando parecer natural com aquela tentativa de aproximação
e seus olhos, ali, em mim
e os meus olhos, dentro de você, querendo
ser pega pelas mãos ao passar pela porta
beijo sem jeito,
depois, depois, agora não, depois
e o plano sendo adiado
por medo, esse medo bom que fazia tempo
e sua mão esfregando seus olhos,
e o corpo teso, virando de um lado para o outro,
e sua mão tocando novamente meu braço,
e eu, dessa vez, tentando não parecer natural por medo de não ser claro, e te olhando
ali, no escuro, desarmada, mas procurando o revólver na bolsa
e você olhando pra bolsa
e todo o medo do mundo, e um arrepio que me consumia
e o susto com tudo isso, tão novo e tão, tão
e eu te olhando nos olhos e dando esse riso frouxo de quem não sabe mais o que fazer
(como se já tivesse sabido)
e as histórias já sendo criadas
e o plano, agora
e o querer, o querer muito, espalhado no chão junto com toda a dúvida, o medo, e o calafrio
e o dever te leva pra lá,
e eu bato palma, levanto, bato palma, pego a bolsa, a arma, desço dois degraus, te procuro com o corpo,
teus olhos encontram os meus,
minha mão só consegue levantar na altura do ombro, espalmada, e se sacudir de um lado pro outro, umas 2 vezes, um tchau
um tchau. e um riso. só um riso.
e eu aqui, toda fodida, pensando que talvez tenha sido discreta demais pra sua indiscrição,
e procurando acreditar na vontade da vida, e no clichê: o que é seu, tá guardado.
e escrevendo cartas de amor, por um afago e um "meu amor" falado no ouvido, sem pretensão.
o amor é ridículo. e isso é o quê?
e o silêncio entre nossos corpos
e o barulho surdo do seu quadril se aproximando
e seus olhos presos em mim
e eu disfarçando, quase bem
e sua mão tocando meu braço, afável
e eu sentindo aquilo e gelando
e tentando parecer natural com aquela tentativa de aproximação
e seus olhos, ali, em mim
e os meus olhos, dentro de você, querendo
ser pega pelas mãos ao passar pela porta
beijo sem jeito,
depois, depois, agora não, depois
e o plano sendo adiado
por medo, esse medo bom que fazia tempo
e sua mão esfregando seus olhos,
e o corpo teso, virando de um lado para o outro,
e sua mão tocando novamente meu braço,
e eu, dessa vez, tentando não parecer natural por medo de não ser claro, e te olhando
ali, no escuro, desarmada, mas procurando o revólver na bolsa
e você olhando pra bolsa
e todo o medo do mundo, e um arrepio que me consumia
e o susto com tudo isso, tão novo e tão, tão
e eu te olhando nos olhos e dando esse riso frouxo de quem não sabe mais o que fazer
(como se já tivesse sabido)
e as histórias já sendo criadas
e o plano, agora
e o querer, o querer muito, espalhado no chão junto com toda a dúvida, o medo, e o calafrio
e o dever te leva pra lá,
e eu bato palma, levanto, bato palma, pego a bolsa, a arma, desço dois degraus, te procuro com o corpo,
teus olhos encontram os meus,
minha mão só consegue levantar na altura do ombro, espalmada, e se sacudir de um lado pro outro, umas 2 vezes, um tchau
um tchau. e um riso. só um riso.
e eu aqui, toda fodida, pensando que talvez tenha sido discreta demais pra sua indiscrição,
e procurando acreditar na vontade da vida, e no clichê: o que é seu, tá guardado.
e escrevendo cartas de amor, por um afago e um "meu amor" falado no ouvido, sem pretensão.
o amor é ridículo. e isso é o quê?
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